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Tribunal do Júri condena motorista a 26 anos de prisão pela morte da ciclista Luísa Barros em Vitória

Decisão foi proferida nesta quinta-feira após três dias de julgamento; defesa alegou acidente, enquanto o Ministério Público sustentou homicídio qualificado.

06/08/2026 às 17h21
Por: PORTAL ON Fonte: Tv Regional
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Tribunal do Júri condena motorista a 26 anos de prisão pela morte da ciclista Luísa Barros em Vitória

O Tribunal do Júri concluiu, na tarde desta quinta-feira (7), o julgamento da corretora Adriana Felisberto Pereira, acusada pela morte da ciclista e modelo Luísa Silva Lopes Barros. Ao fim da sessão, realizada no Fórum Criminal de Vitória, a ré foi condenada a 26 anos de reclusão, além de dois anos de detenção.

O julgamento teve início na última quarta-feira (5) e reuniu jurados, representantes do Ministério Público, advogados de defesa e diversas testemunhas. Em razão da complexidade do processo, havia a expectativa de que a sessão se estendesse até a sexta-feira, mas a sentença foi anunciada nesta quinta.

Durante os debates, foram ouvidos policiais, testemunhas que presenciaram o atropelamento e peritos responsáveis pela análise das imagens e das circunstâncias do caso. O Ministério Público defendeu a condenação por homicídio qualificado, argumentando que havia elementos suficientes para responsabilizar a acusada pela morte da jovem.

Já a defesa sustentou que o episódio foi um acidente de trânsito e tentou convencer os jurados de que Adriana não assumiu o risco de provocar a morte da vítima, buscando afastar a qualificadora de homicídio.

Ao longo da instrução processual, o juiz Carlos Henrique Rios do Amaral Filho, da 1ª Vara Criminal de Vitória, chegou a determinar uma visita técnica ao local do atropelamento, na Avenida Dante Michelini, em Camburi, com a participação de jurados, promotores e advogados. A medida, entretanto, foi posteriormente revogada pelo magistrado.

Relembre o caso

Luísa Silva Lopes Barros tinha 24 anos, era estudante de Oceanografia da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), modelo e integrante da escola de samba Unidos de Jucutuquara.

Na noite de 15 de abril de 2022, ela pedalava pela Avenida Dante Michelini, em Vitória, quando foi atingida pelo veículo conduzido por Adriana Felisberto Pereira. A vítima chegou a receber atendimento de equipes do Samu, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

De acordo com a investigação, o automóvel trafegava a cerca de 72 km/h em um trecho onde o limite máximo permitido era de 60 km/h. Os investigadores também apontaram indícios de que a motorista havia ingerido bebida alcoólica antes do acidente. Adriana se recusou a realizar o teste do bafômetro.

As apurações ainda indicaram que, antes do atropelamento, a corretora teria consumido bebidas alcoólicas em estabelecimentos localizados nos bairros Jardim Camburi e Praia do Canto. Ela foi presa em flagrante na época, mas respondeu ao processo em liberdade após o pagamento de fiança.

 
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