Um bebê de apenas três meses foi encontrado morto na noite desta sexta-feira (31), dentro de uma residência no bairro Eldorado, na Serra. A análise inicial feita pela Polícia Científica do Espírito Santo (PCIES) não apontou marcas de agressão, ferimentos ou sinais de maus-tratos. A principal suspeita neste momento é de que a morte tenha ocorrido por causas naturais.
A equipe da perícia foi acionada por volta das 21h37 para atender uma ocorrência de encontro de cadáver. Ao chegar ao imóvel, os profissionais constataram que a criança já estava sem vida e realizaram os primeiros procedimentos de análise.
O corpo foi encaminhado para o Instituto Médico-Legal (IML), em Vitória, onde será submetido a exames de necropsia. O resultado será responsável por indicar oficialmente a causa da morte.
A Polícia Civil informou que os pais do bebê e o responsável pelo imóvel foram levados para a Delegacia Regional da Serra para prestar esclarecimentos. A condução ocorreu após a Polícia Militar identificar uma aglomeração de moradores em frente à residência, com risco de conflito devido a suspeitas levantadas por populares, ainda sem confirmação.
Segundo o advogado Ayres Júnior, que representa a família e o dono da casa, os pais haviam acabado de chegar do trabalho quando perceberam que o filho não apresentava sinais vitais. Conforme o defensor, o casal estava na residência de um colega de profissão, onde os três, que trabalham como pedreiros, conversavam após o expediente enquanto a criança dormia.
Após encontrarem o bebê desacordado, os presentes acionaram as autoridades. Como a morte já havia sido constatada, a perícia foi chamada diretamente para realizar os procedimentos necessários.
O advogado afirmou que a avaliação preliminar afastou qualquer hipótese de violência contra a criança e que os pais foram ouvidos e liberados pela autoridade policial.
A defesa também criticou a divulgação de acusações nas redes sociais antes da conclusão das investigações. Segundo Ayres Júnior, a mãe, de 22 anos, está abalada pela perda do filho e sofreu com julgamentos antecipados.
“As informações oficiais precisam ser aguardadas para evitar injustiças e julgamentos precipitados”, declarou o advogado.
A Polícia Civil continua acompanhando o caso e aguarda o laudo definitivo da necropsia. Até o momento, não foram encontrados elementos que indiquem crime ou agressão contra o bebê.