
Mais de quatro anos depois do atropelamento que resultou na morte da estudante de Oceanografia e modelo Luísa Silva Lopes Barros, de 24 anos, a corretora de imóveis Adriana Felisberto Pereira, de 33 anos, enfrentará julgamento pelo Tribunal do Júri. A sessão está marcada para a próxima quarta-feira (5), em Vitória.
O caso aconteceu na noite de 15 de abril de 2022, na Avenida Dante Michelini, em frente ao Clube dos Oficiais, na Praia de Camburi. Luísa pedalava pela região quando foi atingida pelo veículo conduzido por Adriana. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegaram a prestar socorro, mas a jovem morreu ainda no local em consequência da gravidade dos ferimentos.
A acusada responderá por homicídio qualificado, além de infrações previstas no Código de Trânsito Brasileiro. Segundo a investigação, a motorista trafegava no sentido Serra a cerca de 72 km/h, velocidade superior ao limite de 60 km/h permitido no trecho.
As investigações também apontaram que Adriana apresentava sinais de embriaguez após o acidente. Ela recusou-se a realizar o teste do bafômetro, foi presa em flagrante e, posteriormente, liberada mediante pagamento de fiança de R$ 3 mil.
Durante a apuração, a Polícia Civil concluiu que a corretora havia ingerido bebidas alcoólicas antes do atropelamento. Conforme o inquérito, ela esteve em um restaurante em Jardim Camburi, onde consumiu cerveja, e, em seguida, foi para um bar na Praia do Canto, local em que também teria ingerido cerveja e vodca antes de dirigir.
Outro ponto destacado pelos investigadores foi o comportamento da motorista após a colisão. De acordo com os relatos constantes na investigação, a postura adotada por Adriana foi considerada fria e sem demonstração de preocupação diante da gravidade do ocorrido.
Luísa Silva Lopes Barros tinha 24 anos e conciliava diferentes atividades. Além da carreira como modelo, era estudante do curso de Oceanografia da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e integrava a escola de samba Unidos de Jucutuquara, onde desfilava como passista. Sua morte causou grande comoção no Espírito Santo e mobilizou familiares, amigos e integrantes da comunidade acadêmica e do carnaval capixaba.
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