
Um motociclista de aplicativo, identificado como João Vitor de Oliveira dos Santos, de 23 anos, morreu após ser baleado por um policial militar durante uma discussão de trânsito na manhã deste domingo (9), em Campo Grande, Cariacica, na Grande Vitória.
De acordo com informações registradas pela polícia, o militar estava de folga quando se envolveu na ocorrência. A confusão teria começado após João Vitor discutir com a motorista de um carro em um trecho da Avenida Mário Gurgel.
O policial teria presenciado a situação ao deixar um estabelecimento pertencente à esposa dele. Segundo a versão apresentada pelo militar, ele se aproximou e pediu que o motociclista se acalmasse. A partir daí, a discussão teria se intensificado.
Ainda conforme o relato do policial, o jovem teria feito ameaças e afirmado que poderia matá-lo caso estivesse armado com uma faca. João Vitor também teria registrado imagens da motocicleta utilizada pelo militar, com a intenção, segundo o depoimento, de possibilitar que outros motociclistas identificassem o proprietário.
Segundo o registro da ocorrência, quando o semáforo abriu, João Vitor teria descido da motocicleta e pegado um paralelepípedo. A pedra foi apreendida pelas equipes policiais e, conforme o documento, pesava mais de cinco quilos.
A passageira que estava na garupa relatou aos policiais que o militar teria se identificado como policial. Mesmo assim, segundo a versão apresentada na ocorrência, o motociclista teria avançado na direção dele segurando o objeto.
Diante da situação, o policial efetuou um único disparo, que atingiu João Vitor na região do abdômen.
Após o tiro, o próprio militar teria acionado o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Duas ambulâncias foram encaminhadas para atender a ocorrência.
O motociclista foi socorrido em estado grave e levado para um hospital. Apesar dos esforços das equipes médicas, João Vitor não resistiu ao ferimento e morreu horas depois de dar entrada na unidade de saúde.
Após a confirmação da morte, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), em Vitória.
As circunstâncias do caso deverão ser apuradas pelas autoridades responsáveis.
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