
Com o prazo para a realização das convenções partidárias se aproximando do fim, o cenário eleitoral no Espírito Santo entra em uma fase decisiva. Apesar de os principais pré-candidatos ao Governo do Estado já estarem em campanha política nos bastidores, a maior expectativa do momento gira em torno da definição dos candidatos a vice-governador nas chapas que disputarão o Palácio Anchieta.
Até o momento, apenas o pré-candidato Helder Salomão (PT) oficializou sua companheira de chapa. Durante a convenção estadual do partido, foi anunciada a vereadora de São Mateus e professora Valdirene como candidata a vice-governadora. A composição totalmente petista reforça a estratégia da legenda de apresentar um palanque alinhado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Espírito Santo.
Nas demais candidaturas, as negociações continuam intensas. Na base governista, liderada por Ricardo Ferraço (MDB), a definição do vice deve ocorrer somente durante as convenções previstas para esta quarta-feira, último dia permitido pelo calendário eleitoral.
Entre os partidos aliados, a Federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas, é considerada uma das principais cotadas para indicar o nome que ocupará a vaga. A articulação é conduzida por importantes lideranças políticas estaduais, enquanto outras legendas da coligação também buscam espaço na composição.
O Podemos, por exemplo, defende participação mais ativa na chapa. O presidente estadual da legenda, deputado federal Gilson Daniel, afirmou que o partido reúne condições políticas para indicar o candidato a vice, lembrando que foi uma das primeiras siglas a declarar apoio à pré-candidatura de Ferraço.
Já a Federação PSDB/Cidadania também manifestou interesse em participar da composição. O prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo, anunciou que apresentará um nome para avaliação do grupo, embora o peso político da federação seja considerado menor dentro da aliança.
Outro nome que segue sendo citado nas conversas é o do ex-prefeito da Serra, Sérgio Vidigal (PDT). Apesar de declarar publicamente que não pretende disputar as eleições deste ano, interlocutores políticos avaliam que novas movimentações ainda podem ocorrer até o encerramento oficial das convenções.
Do lado da oposição, o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), também mantém conversas para definir quem ocupará a vaga de vice em sua chapa.
O apoio do PL, liderado pelo senador Magno Malta no Espírito Santo, já foi confirmado, mas as negociações entre os partidos têm priorizado, neste momento, a formação da chapa para o Senado. A filha do senador, Maguinha Malta, foi apresentada como candidata à Câmara Alta, enquanto o deputado federal Evair de Melo (Republicanos) também aparece entre os nomes cotados para compor a disputa.
Outro partido que permanece no centro das articulações é o PSD. A legenda, presidida no Estado pelo prefeito de Colatina, Renzo Vasconcelos, vem sendo apontada como peça importante nas negociações. Embora inicialmente tenha sinalizado apoio à candidatura de Pazolini, o partido também passou a dialogar com o grupo de Ricardo Ferraço nas últimas semanas.
Além disso, o PSD possui em seus quadros o ex-governador Paulo Hartung, frequentemente lembrado como um nome competitivo para uma eventual candidatura ao Governo do Estado. Caso a legenda decida lançar uma chapa própria, o cenário eleitoral poderá ganhar novos contornos e alterar significativamente a configuração da disputa.
Com as convenções marcadas para os próximos dias, a expectativa é de que todas as definições sejam oficializadas até o encerramento do calendário eleitoral. Até lá, os bastidores da política capixaba seguem marcados por intensas negociações e pela busca de alianças estratégicas para a campanha de 2026.
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